Entre o Dragão e o Logos: a guerra íntima pelo sentido da vida

Há momentos em que viver não significa buscar paz, mas recusar-se a ajoelhar diante do vazio.

Gabriel G. Oliveira

4/18/202613 min read

“Transformar em poesia heroica a prosa de cada dia”

“Transformar em poesia heroica a prosa de cada dia” não se trata de um adorno religioso para um cartão de paróquia; é uma exigência severa. A citação, ligada a São Josemaria Escrivá, acerta exatamente por criticar a enfermidade contemporânea de acreditar que apenas o que é grandioso merece respeito. No cotidiano mais simples, nas ocupações mais modestas e nas atividades mais básicas, é nesse contexto que a verdade nos coloca à prova, pois é nesse ambiente que ninguém consegue aparentar grandeza sem antes estar disposto a suportar a carga do que é comum. Ao me deparar com as obras de Chesterton, sou relembrado da razão pela qual ainda vale a pena existir neste mundo: apenas um espírito que se deixou corromper pela encenação de sua própria relevância aborda tudo com uma gravidade semelhante à de um funeral. Um grande número de pessoas, especialmente em determinados círculos acadêmicos, rotula como “infantil” tudo aquilo que não consegue compreender, agindo como se a própria falta de sensibilidade fosse uma evidência de inteligência. De forma alguma. Às vezes, é apenas uma falta de vitalidade espiritual expressa com termos técnicos. Chesterton servia precisamente para isso: para rebaixar os arrogantes e restituir a admiração às pequenas coisas.

A questão do sentido da vida geralmente surge quando é tarde demais, quando a pessoa já passou anos seguindo os caminhos traçados por outros e se deu conta, com frustração e atraso, de que dinheiro, prestígio e entretenimento não são suficientes para sustentar uma vida inteira. A maioria não vive; apenas administra cansaços, cumpre tarefas, paga contas, entretém a ansiedade e chama isso de maturidade. Depois, sente falta do que não está mais lá. Como se o vácuo fosse um imprevisto. Não se trata de um acidente. É o que acontece quando uma vida troca propósito por hábito e hábito por mera sobrevivência.

Assim, a noção de que o significado da vida é invariável, sempre mantendo o mesmo tom para todas as idades e para cada pessoa, é excessivamente reconfortante para ser considerada verdadeira. A teoria das doze camadas da personalidade, criada por Olavo de Carvalho, acerta em um ponto importante: o ser humano muda seu centro de gravidade à medida que amadurece, e o que parece ser um objetivo em uma fase pode se tornar uma caricatura na próxima. Existem aqueles que vivem em busca do prazer, outros que anseiam por reconhecimento, alguns que buscam o conhecimento, e há também aqueles que, finalmente, se dão conta de que, na ausência de uma transcendência, até mesmo a inteligência pode deteriorar-se. O equívoco reside em tornar a própria fase atual como a mais importante e considerá-la o ponto culminante da vida, quando, na realidade, muitas vezes ela não passa de um porão bem iluminado.

Viktor Frankl testemunhou isso em um lugar onde praticamente toda filosofia de palco se envergonharia de estar: em um campo de concentração. Ali, onde a carne humana foi extraída até o último osso, ele compreendeu que nem mesmo o sofrimento mais intenso é capaz de eliminar totalmente a liberdade interior. O ser humano pode estar humilhado, faminto, sitiado, esmagado, mas sempre lhe resta a capacidade de decidir como reagir ao horror. Isso não transforma o sofrimento em algo belo; ao contrário, torna a dignidade humana ainda mais assustadora, pois ela continua a exigir uma resposta exatamente quando todas as justificativas parecem ser suficientes. Frankl não idealiza o sofrimento; ele o enfrenta com seriedade.

É por essa razão que, na obra de Frankl, a compaixão jamais se transforma em uma forma de moralidade excessivamente doce. Ela é a escolha espiritual em meio à pressão. É nesse momento que Tolkien acerta novamente ao abordar o mesmo tema, quando Gandalf esclarece a Frodo que “a pena dele pode ter governado o destino de muitos”. Bilbo confrontou Gollum não por ser ingênuo, mas porque se absteve da pressa arrogante de julgar quem merece viver e quem deve morrer. Misericórdia não é ignorar o mal; é recusar a se igualar a ele. A recusa, frequentemente ridicularizada pelos cínicos, muitas vezes tem o poder de impulsionar a história de maneira mais significativa do que qualquer ação violenta. O mundo atual tende a rotular isso como fraqueza, uma vez que esqueceu como reconhecer o poder moral que reside na contenção.

No entanto, seria ingênuo limitar-se a Frankl, como se bastasse “encontrar sentido no agora” e pronto, problema resolvido. De modo algum. O momento não pode existir de forma isolada. Aristóteles e Tomás de Aquino observam que a vida humana não se resume a uma série de momentos emocionais; ela é estruturada em torno de objetivos, entendendo-se por objetivo não como um término, mas como uma finalidade, um telos, uma direção que faz sentido. Quando isso é perdido, a pessoa pode até criar pequenos significados temporários, mas começa a viver como alguém que tenta acender um fósforo em meio a uma tempestade. Bonito por dois instantes, mas sem valor em seguida. Sem uma base que organize, sem algo que se sobreponha à vontade do instante, o significado se transforma em uma mera indulgência, e essa indulgência, mais cedo ou mais tarde, exige seu preço em forma de destruição.

É neste ponto que o jovem embriagado por interpretações superficiais de Nietzsche tende a esbarrar em seu próprio orgulho. Ele descarta qualquer noção de um significado absoluto em favor de uma liberdade plena que, quando analisada mais de perto, revela-se apenas uma infância metafísica com uma atitude hostil. Nietzsche empregou o termo niilismo para designar, de maneira precisa, a desintegração dos valores superiores; assim, brincar com esse abismo, como se fosse um passatempo de alguém que coleciona frases impactantes, é uma atitude típica de indivíduos que ainda não se deram conta de que o vazio também consome aquele que se diverte à sua custa. O niilismo atrai com a promessa de uma libertação sem contornos definidos, mas oferece apenas uma desintegração disfarçada com um léxico elegante. Quando alguém finalmente se dá conta disso, não está mais “livre”; apenas se sente vazia.

É por isso que Deus não surge aqui como um remédio emocional para pessoas apavoradas, mas sim como a única possibilidade que impede que a existência se torne um mero experimento químico com aspirações poéticas. Se existe Logos, então é possível compreender. Se existe entendimento, então a vida não se resume a uma série de convulsões individuais. Se não existir nada que se sobreponha ao indivíduo, então qualquer discurso acerca da dignidade, da verdade e do bem se torna apenas um enfeite verbal, ornamentando impulsos que competem entre si. A modernidade ama esse jogo enquanto está ganhando. Ao perder, refere-se ao vazio como trauma.

Para Voegelin, isso ficou claro como água: o homem que fecha sua alma ao transcendente não se torna mais racional, mas apenas mais receptivo a ideologias que prometem uma totalidade. A procura por significado é trocada por sistemas rígidos, respostas imediatas, grupos de ativismo com uma linguagem salvadora e promessas de estabilidade criadas por pessoas que são, internamente, caóticas. O resultado é sempre o mesmo: o indivíduo evita confrontar a vastidão do infinito e se enclausura em um pequeno espaço conceitual, referindo-se a isso como consciência crítica. Não se trata de uma crítica. É uma sensação de claustrofobia acompanhada de uma bibliografia.

Existe uma citação que se atribui a Bukowski, brusca como uma porta se fechando na cara: “Aceite sua própria solidão ou morrerá.” Seja ou não exatamente do pedigree, ela atinge o objetivo. A solidão é a Esfinge da existência interna. Ela se posiciona no percurso da alma e não solicita gentileza, mas sim interpretação. “Ouça-me ou eu te devoro.” Aqueles que a evitam buscam preencher o mistério com barulho, pessoas desconhecidas, relacionamentos ruins, ostentação social e qualquer coisa que proporcione a impressão de estar acompanhados. Opera durante trinta minutos. Em seguida, o monstro retorna, ainda maior, pois agora ele também se diverte com seu próprio autoengano. A solidão não causa morte apenas pela falta de companhia; ela também mata pela falta de compreensão. Quem consegue decifrá-la não se torna mais sociável, mas sim mais livre.

É por essa razão que o dragão é frequentemente retratado em diversos mitos como a representação máxima do desafio a ser superado. O dragão representa o excesso que se revestiu de escamas: um medo ardente, um orgulho defensivo, um desejo desenfreado e uma sombra sem denominação. Na simbologia da Goetia e em várias tradições semelhantes, os “demônios” podem ser interpretados como potências interiores desordenadas, não servindo como uma justificativa para um culto estético ao abismo, mas sim como um mapa dramático do que deve ser confrontado e controlado. Beowulf frente ao dragão, São Jorge frente à criatura, o buscador diante do seu próprio caos: em todas essas situações, o verdadeiro herói não triunfa pelo ódio, mas sim por uma hierarquia interna. Aquele que vence o dragão sem antes dominar sua própria vontade de venerar a criatura apenas muda de corrente. Não nos referimos a culto, mas sim a símbolo. E o símbolo, quando verdadeiro, não desvia a atenção; ele revela.

Cresci mais entre árvores e plantas do que entre quatro paredes. Enquanto meus pais se dedicavam ao trabalho, eu passava meu tempo na companhia dos animais e explorando a floresta que fica ao lado do terreno onde vivo. Eu costumava passar longas horas entre as árvores, praticando a pesca, caçando pequenos animais e observando os maiores, sempre acompanhado do meu cachorro, um facão, uma besta, comida e um livro para registrar o que observava. Foi nesse lugar que descobri a apreciar a liberdade inerente dos animais, a brutalidade com que se movem, lutam pela vida e competem por território, sem simular qualidades que não têm. Acredito em um Deus cristão que é transcendente, assim como também acredito nessa forma de densidade espiritual presente na criação, como se até mesmo a pedra que cai e a folha que voa carregassem uma assinatura invisível. Sempre evitei o romantismo à moda antiga. A floresta é linda, mas não é gentil. Em todo lugar, é uma relação entre presa e predador, entre impulso e perigo, entre fome e vigilância.

Talvez por essa razão a observação dos animais, tanto através da biologia quanto por uma intuição espiritual mais profunda, sempre me proporcionou lições desconfortáveis sobre a natureza humana. Frequentemente, eu conseguia perceber seus impulsos mais básicos, sua lógica particular e seus gestos habituais, quase como se eu soubesse o que eles iriam fazer antes mesmo de acontecer. A questão é que, à medida que eu compreendia melhor aquela situação neles, mais percebia o reflexo disso em nós. Como já sabiam Platão e Aristóteles: os impulsos não são malignos por sua existência; eles se tornam opressivos quando não aceitam ser controlados. Crescer, para mim, significou entender que recusar nossa natureza animal é uma atitude imatura, enquanto ceder a ela é uma forma de degradação. O ser humano não alcança sua plena humanidade pela ausência de instintos; ele se torna verdadeiramente humano ao recusar-se a se submeter a eles.

É por isso que a última cena de O Fantástico Sr. Raposo parece ser absolutamente perfeita. Quando o senhor Raposo encontra o lobo, e ele não faz discursos, não cria uma síntese sociológica, nem tenta resolver a tensão entre civilização e selvageria com uma frase elaborada. Ele só admite. Ergue o punho. Nem capitulação, nem evasão. Respeito. Existem aspectos dentro de nós que nunca serão totalmente domados, e a maturidade não consiste em eliminá-los, mas sim em entender quando é apropriado saudá-los à distância e quando é melhor mantê-los protegidos atrás de uma cerca. A sabedoria se inicia quando o ser humano deixa de considerar como liberdade aquilo que, na verdade, não passa de um reflexo desenfreado.

Ao assistir A Man for All Seasons, testemunha-se Thomas More ereto, ocupando o mesmo lugar onde a maioria das pessoas se perderia em discussões excessivamente cautelosas para serem sinceras. O longa, que é uma adaptação da obra de Robert Bolt sobre a disputa entre More e Henrique VIII, não retrata um fanático agarrado às tradições do passado, como a mentalidade atual gostaria de simplificar, mas sim um homem que percebeu que a consciência não tem valor algum se puder ser comprada por um preço acessível. Em uma época em que a flexibilidade é vista como uma forma elegante de covardia bem paga, More retorna como um verdadeiro escândalo. Ele não se opõe por uma dramatização de caráter moral; ele se opõe porque compreendeu que ceder à mentira é uma maneira de cometer suicídio espiritual. Chesterton provavelmente o identificou como uma rara exceção: um homem que é suficientemente feliz para não comprometer sua alma em parcelas.

No final, é exatamente isso que distingue a integridade da performance. O mundo considera obstinação aquilo que não consegue adquirir. Mais perde o cargo, estar perto do rei, ter prestígio, ser protegido, viver em tranquilidade, ter um futuro claro. E ainda assim parte com o que realmente importa preservado. Existem derrotas que conseguem envergonhar todos os vencedores.

Quem sabe por isso Dancing with Myself nunca tenha me parecido apenas uma música para dançar, mas sim como o hino distorcido de alguém que aprendeu a viver sem a presença de um público. Habitamos um mundo ensurdecedor, onde todos falam e poucos realmente escutam; para muitos, estabelecer relações tornou-se um verdadeiro mercado de riscos, amar transformou-se em uma piada defensiva, e a solidão passou a ser vista como um atestado de fracasso. Bobagem. Às vezes, é mais gratificante dançar sozinho em uma praça deserta do que suplicar por proximidade de alguém que só se importa em trocar favores. Aquele que consegue estar consigo mesmo sem se desmontar já venceu uma boa parte da servidão social.

Atualmente, tudo parece superficial. Os piores quase sempre são aplaudidos, enquanto os melhores muitas vezes se tornam invisíveis, e muitas pessoas de bom caráter descobrem cedo demais que o mundo emocional não recompensa a integridade com a frequência que os moralistas de calendário garantem. Eu também estou farto dessa crença romântica de que “Deus vai mandar alguém” como se o livre-arbítrio alheio fosse protocolo celestial. Em algumas ocasiões, não envia nada. Há momentos em que a pessoa parte sem ninguém ao seu lado. E qual é o problema com isso? É preferível isso a murchar esperando por um amor ilusório, implorando com uma voz de mendigo emocional. Existe uma dignidade rude em permanecer completo mesmo sem ser selecionado. Nem toda solidão é punição; frequentemente, ela serve como um processo de cura.

Essa dança solitária, portanto, não deve ser vista como uma derrota, mas sim como uma recusa. O ritmo que sigo é o meu, e o chão que piso também é meu. Além disso, o respeito que tenho por mim mesmo é mais valioso do que qualquer companhia passageira que se adquira à custa da própria transformação negativa. Aquele que teme a solidão, frequentemente se contenta com qualquer situação para evitar o som do próprio vazio. O custo, posteriormente, chega em prestações de humilhação.

Trigun aborda esse tema de uma maneira diferente. Qual é a razão para amar a própria vida? Trigun tenta dar uma resposta e acaba falhando de maneira impressionante, pois a resposta que procura não se encaixa em um mundo, mas sim em um coração.

Vash é uma criatura quase celestial que habita um planeta sem vida, sendo caçado por assassinos, traído por seu irmão e oprimido por culpas que não lhe pertencem... e, mesmo assim, ele opta por sorrir. Opte por ser tolo. Opta por ser bom. Não porque seja simples, mas porque representa o último refúgio do espírito em um deserto onde tudo se transformou em poeira.

Ele revela o que os Evangelhos proclamam: a verdadeira paz nunca foi a ausência de conflitos, mas sim a coragem de não se transformar naquilo que te destrói. Cristo afirmou: “não vim trazer paz, mas divisão”, pois a realidade do mundo é difícil, mas mesmo assim não deixa de oferecer a oportunidade do perdão.
Frankl nos recorda que Deus nos oferece “uma folha em branco” para que possamos escrever o sentido.
Chesterton observa que a vida é um milagre que não precisa de explicações.
E Tolkien afirma que somos os únicos capazes de colaborar na criação com Deus.

Vash passa por tudo isso: ao encarar o seu adversário que suplica pela vida, ele se recorda de Rem, das flores, da possibilidade de arrependimento e compreende que assassinar seria eliminar todas as oportunidades, incluindo aquelas que ainda não surgiram.

Pois o coração humano é seco, mas não infértil.

E assim aparece a questão que permeia todo o anime: como é possível existir em um mundo tão brutal?

A resposta é simples e alarmante: porque a liberdade existe.
Se Deus atuasse em todas as situações, acabaríamos por nos tornar novamente uma parte Dele, desprovidos de consciência, história e do senso de “eu”.

A presença do mal se deve à nossa capacidade de escolha. É precisamente porque temos a liberdade de escolha que o bem realmente tem valor.

Trigun trata exatamente disso: o sofrimento da humanidade e a capacidade de ainda assim erguer o olhar, mesmo que repleto de lágrimas, e afirmar:

“Hoje eu existo. Isso já pode ser considerado uma vitória.”

No final, amar a própria vida não se resume a sorrir para o espelho como um tolo que foi condicionado por frases inspiradoras. É reconhecer que a vida abrange solidão, luta, rotina, limites, anseios, hierarquias, decepções, consciência, culpa, compaixão e risco; e, mesmo assim, afirmar um sim, não por falta de discernimento, mas por plena consciência. O significado da vida não se encontra em um artifício emocional, em um prazer momentâneo, em uma ideologia conveniente, nem em uma identidade criada para fugir da realidade. Começa quando o ser humano deixa de suplicar ao mundo que o entorpeça e opta por colocar a própria alma em ordem diante da realidade. Quem consegue fazer isso talvez continue ferido, talvez continue só, talvez continue lutando, mas já não está perdido. Em um século repleto de pessoas desorientadas que se congratulam umas às outras, isso se aproxima de um verdadeiro milagre.

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